Quem dá aos pobres…

Quando eu entro num banco e ali procedo a um depósito do meu dinheiro estou, na prática, a emprestar dinheiro a esse mesmo banco. Um “empréstimo” pressupõe, por definição, a cedência de uma coisa a outrem, com a condição de a coisa ser devolvida. Tratando-se de um banco, e porque as condições assim o definem, a restituição deverá ser acompanhada de juros respectivos.

Na religião islâmica, um dos cinco pilares do Alcorão impõe a caridade como um dos preceitos a cumprir pelos crentes. A religião católica parece não impor tal virtude, mas sempre vai dizendo que “Quem dá aos pobres, empresta a Deus”. E este é o busílis da questão, quanto a mim. Ao aconselhar seus crentes a praticar a caridade, ou seja, a dar aos pobres está, implicitamente, a prometer que Deus devolverá a dádiva. Se com juros ou sem eles, não interessa. O que conta é que o dador tem a “garantia”(?) de que a dádiva será devolvida. Pelo que, o que deveria ser um acto de amor e solidariedade, acaba por ser um acto interesseiro.

Não é caridade, é um investimento.

1 Comentário

  1. Casimiro Moreira disse,

    Março 19, 2007 às 1:38 pm

    ” Quem dá aos pobres,empresta …a(deus)!!!!!!!!”
    Sempre ouvi esta treta!
    Agora pergunto eu:
    O ” GUITO” vai ser devolvido,QUANDO?
    Com que “JUROS”?
    Será que o banco,neste caso aDEUS,devolve o “PAPEL” ?
    Ou só recebemos quando atingirmos o “reino do A…DEUS?
    Se a resposta,fôr esta minha última questão,eu pergunto:
    PARA QUE SERVE O DINHEIRO DEPOIS DE EU ESTAR MORTO?
    Antes beber umas BEJECAS,comer umas FRANCESINHAS ou umas MARISCADAS,enquanto ESTAMOS VIVINHOS de SILVA!!!!!


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