Março 19, 2007 às 12:42 pm (Uncategorized)
Quando eu entro num banco e ali procedo a um depósito do meu dinheiro estou, na prática, a emprestar dinheiro a esse mesmo banco. Um “empréstimo” pressupõe, por definição, a cedência de uma coisa a outrem, com a condição de a coisa ser devolvida. Tratando-se de um banco, e porque as condições assim o definem, a restituição deverá ser acompanhada de juros respectivos.
Na religião islâmica, um dos cinco pilares do Alcorão impõe a caridade como um dos preceitos a cumprir pelos crentes. A religião católica parece não impor tal virtude, mas sempre vai dizendo que “Quem dá aos pobres, empresta a Deus”. E este é o busílis da questão, quanto a mim. Ao aconselhar seus crentes a praticar a caridade, ou seja, a dar aos pobres está, implicitamente, a prometer que Deus devolverá a dádiva. Se com juros ou sem eles, não interessa. O que conta é que o dador tem a “garantia”(?) de que a dádiva será devolvida. Pelo que, o que deveria ser um acto de amor e solidariedade, acaba por ser um acto interesseiro.
Não é caridade, é um investimento.
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Março 13, 2007 às 5:52 pm (Uncategorized)
De acordo com os jornais – designadamente o mui católico “Jornal de Notícias” - a bebé que, em Fevereiro do ano passado, tinha sido raptada do Hospital Padre Américo, apareceu. Amigos e familiares agradecem à senhora de Fátima o “milagre”, e até já planeiam procissões, peregrinaçãoe e, cereja em cima do bolo, a criança irá ser baptizada em Fátima. De tudo isto o mui católico “JN” dá notícia, com grande profusão de fotografias de gente a prestar culto a uma estátua. E da estátua evidentemente!
Analisemos:
1) – Onde estava a senhora de Fátima quando a criança foi raptada? Distraída e não viu? Esta hipótese não é credível, já que, se não viu o rapto não podia saber onde estava a criança. Conclusão: viu, e não se importou. Conclusão 2: deve ser constituída arguida por cumplicidade.
2) – Durante mais de um ano, a senhora de Fátima soube onde se encontrava a bebé e, em vez de denunciar o facto às autoridades, manteve-se calada. Logo, deve responder como encobridora. Em vez disto, é promovida à categoria de heroína da festa.
3) – O mui católico “JN” não disse a verdade! Atitude pouco católica, convenhamos. Ou talvez não… Quem fez o milagre do aparecimento, foi uma familiar da arguida suspeita do rapto. Era essa que merecia uma peregrinação, uma procissão, e outras coisas assão (perdão: assim).
4) – O único “milagre” da senhora de Fátima vai consistir em dádivas que vão cair no santuário – que os diligentes padres diligentemente embolsarão, para gáudio do Imperador vitalício do Vaticano.
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